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Antonina - PR
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Complexo Estuário

A Baía de Antonina faz parte do Complexo Estuário de Paranaguá (25° 10 - 35' S e 48° 20 - 45' W, PR, Brasil), que é composto por dois eixos principais, ocupados pelas Baías de Laranjeiras, Pinheiros e Guaraqueçaba, na direção NNE-SSW, e pelas Baías de Paranaguá e Antonina, na direção predominantemente W-E. Sua conexão com o oceano se processa através de três canais principais: o da Galheta e o Norte (separados pela Ilha do Mel) e o canal de Superagüi, entre a Ilha das Peças e a Ilha de Superagui (Mapa). Este sistema abrange uma superfície líquida de 601 km2 e caracteriza-se geomorfologicamente como um estuário de planície costeira, ocorrendo feições deltaicas (i.e. deltas de maré) em sua desembocadura.

Mapa: Complexo estuário de Paranaguá – PR – Brasil.

A região total abriga um complexo de Unidades de Conservação estaduais e federais, destacando-se: Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (APA), Estação Ecológica de Guaraqueçaba, Área de Relevante Interesse Ecológico das Ilhas do Pinheiro e Pinheirinho, Parque Nacional de Superagui, Área de Especial Interesse Turístico do Marumbi e Estação Ecológica Ilha do Mel. A importância ecológica do Complexo Estuário da Baía de Paranaguá (CEP) é determinada ainda pela sua grande diversidade de ambientes, incluindo planícies de maré, baixios, ilhas, costões rochosos, marismas, rios de marés (gamboas) e manguezais.

 

Complexo estuário da baía de Paranaguá com destaque para as Baías de Antonina e de Paranaguá, delimitada pela cidade de Paranaguá.

A região de mangue da Baía de Antonina é apontada como o segundo berçário marinho mais importante do Hemisfério Sul..Os manguezais funcionam como “habitats” de criação, proteção e alimentação de diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes estuarinos e costeiros, sendo que estes ecossistemas constituem um dos sistemas mais produtivos do mundo. Além de atuarem na regulação dos ciclos químicos, influenciando na manutenção de nutrientes e materiais orgânicos particulados na zona costeira.
A influência da maré é marcante na região, apresentando amplitude média de 2,2 m e caráter predominantemente semi-diurno, embora ocorram desigualdades e efeitos não lineares. Também são comuns alterações anormais do nível médio do mar, principalmente durante o inverno, atribuídas à passagem de frentes frias oceânicas e a ventos fortes, que geram grandes ondas e causam o empilhamento de água na costa

A intrusão da maré alcança aproximadamente 13 km e a renovação de água do sistema ocorre em 3,5 dias (tempo de fluxo), sendo esta favorecida pelo regime mesotidal e pela reduzida profundidade do sistema. As correntes de maré são fortes, atingindo velocidades máximas de enchente e vazante superiores a, respectivamente, 80 cm/s e 90 a 110 cm/s, o que caracteriza um estuário do tipo positivo.
As Baías de Antonina e Paranaguá (até a desembocadura) abrangem uma área de 256 Km2, volume de 1404 . 106 m3 e possuem profundidades médias e máximas de, respectivamente, 5,4 e 33 m. Os valores extremos registrados para a temperatura da água superficial oscilam entre 17 °C (no inverno) e 32 °C (no verão) e os gradientes térmicos verticais geralmente não ultrapassam 3 °C.

 

Fonte: www.estivadeantonina.com.br

   
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